terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O fantástico Multiverso dos Heróis Brasileiros!


Yo^^ minna! Opa quer dizer, hoje não é dia de Animes, então Olá Pessoal! Aqui quem digita é o Raiomaru! E nesse post tentarei organizar o Multiverso dos super-heróis brasileiros, tentarei de alguma forma organizar alguns eventos do nosso universo de heróis, pra quem não sabe possuímos um grande arsenal de heróis e heroínas no nosso país, alguns não muito conhecidos, eu me deparei com os heróis brasileiros, pois eu tenho um profundo amor pelos heróis estrangeiros, e decidi  pesquisar mais sobre se existe algum no nosso país, criado por autores brasileiros.
Quem disse que não temos super-heróis suficiente?
Criar uma cronologia certa para o multiverso de heróis brasileiros não é fácil, já que a maioria não faz
parte de uma editora, como é o caso da Marvel e DC Comics no Estados Unidos, ou seja, apenas alguns são de editoras ou selos, sendo que a maioria vem de autores independentes, fazendo com que quando ocorra algum crossover ou evento importante, não tenha nenhum impacto na vida do personagem. Vamos, á algumas considerações sobre o autor do primeiro super-herói brasileiro que no caso é o herói Príncipe Oscar, pois mais adiante não falarei mais de autores e sim da história que existe dentro dos quadrinhos, o herói surgiu na revista "O Tico tico nª161" de Novembro de 1908, que foi o título de estreia do Príncipe Oscar, criado por um brasileiro cearense que se chama Gustavo Barroso (1888-1959), sendo um dos escritores que produziu muitas obras no país, tendo cerca de 128 obras em seu acervo, depois desse autor, nos tempos presentes vieram muitos autores tupiniquins à criarem seus próprios super-heróis, muitos parecidos com a mesma trama utilizado pelos estrangeiros, mas tudo bem, vamo à "cronologia" criado por mim, Raiomaru.

O primeiro super-herói brasileiro surgiu num tempo distante, um reino dominado pela mais absoluta paz. Ali, as pessoas entravam e saiam com a maior liberdade, apenas tendo que atravessar uma pesada ponte levadiça que há anos nunca saiu de lá. O seu soberano era o bondoso e justo rei Canuto XXX, pai do casal: Borboleta e Oscar. No entanto no entorno do reino, havia outro, tenebroso, amedrontador e horrendo, regido por Higino, um gigante feroz que, possuía um anel mágico que lhe conferia um grande poder. Um dia, dessa vez não tão belo, o gigante se deu pelo encanto da princesa Borboleta e decidiu tomá-la como esposa, claro, ansiando também pela riqueza do rei Canuto, que certamente, rejeitou a proposta do ser.

Higino, furioso convocou toda a uma legião de espíritos do mal que, em covarde investida, avançou sobre as muralhas despreparadas do castelo e matou um por um de seus habitantes, com exceção de Borboleta, agora prisioneira na torre, e de Oscar, o nosso herói, que mesmo ferido consegue escapar da densa floresta onde encontra a fada Mariposa. Ela, então, revela ao cavaleiro que única forma de ele libertar a irmã é conseguir se apoderar do anel mágico de Higino, oculto na torre do cume da montanha Zohnomin, guardada pelo terrível dragão Pyrogrulos. Para tal cruzada, a fada oferece relíquias mágicas: um carbúnculo (talismã), um cavalo (que não se alimenta) - mesmo não precisando do cavalo, já que Oscar voa em estrelas, águias gigantes, entre outros seres fantásticos e magníficos nesse mundo - e uma espada (que nunca perde seu fio), assim Oscar tem que passar por uma série de obstáclos que terá de desafia para conseguir encontrar sua irmã, vingar a morte do pai e derrotar o gigante de uma vez por todas, o que é feito.

Muitos não reconhecem o príncipe Oscar como o primeiro super-herói, e sim o Capitão 7 criado por Ayres Campos e Jayme Cortez em 1954. Capitão 7, era um típico super-herói fantástico, sua origem vinha de um químico nerd chamado Carlos, namorado de Silvana, filha de um figurão da Interpol. Quando garoto, Carlos foi levado para o Sétimo Planeta, onde desenvolveu super-poderes como super-força, capacidade de vôo e uma inteligência magnífica. Guardava seu uniforme comprimida numa caixa de fósforos. O herói saiu da televisão e foi para uma história em quadrinhos que durou cerca de 60 edições, fazendo o herói passar por inúmeras aventuras, onde certa vez um bandido chamado Cid, capturado por Capitão 7, tenta escapar da prisão, acaba por destruir seu rosto nas cercas elétricas. Jurando vingança contra o herói que aprisionou, Cid passa a utilizar uma máscara e assume a identidade do Caveira - que com o tempo viria a se tornar um dos maiores vilões do Capitão 7.

Mas não existia, apenas Capitão 7 como o pioneiro dos super-heróis no país, como também Raio Negro que surgiu em 1966, criado por Gedeone Malagola. A origem do herói vinha de um Tenente e piloto da FAB, chamado Roberto Salles, que foi enviado da Barreira do Inferno ao espaço numa missão secreta em vôo orbital. Ele encontra um disco voador e é capturado pelo mesmo objeto. No interior da nave está um ser agonizante chamado Lid, oriundo de um planeta Saturno. A espaçonave tinha sido atingida por um meteoro, onde Roberto Salles recebe instruções do alienígena e consegue desviar a nave e chegar até Saturno. Fazendo isso, recebe como recompensa de Lid (por ter arriscado a vida para salvar a do alienígena) o anel de luz negra feito com a energia magnética de Saturno que contém super-poderes, e finalmente, volta à Terra, prometendo só usar o anel para o bem, assumindo uma nova identidade como o Raio Negro. Seu poderes vem da Super-força, Capacidade de vôo, Super-velocidade e Raios de energia que saem do anel.

Outro pioneiro também criado por Gedeone Malagola, é o Homem Lua que estreou junto ao Raio Negro em 1966, nas aventuras de Homem Lua a identidade do herói era envolvida em mistério. Sua identidade civil era ignorada pelos leitores e, quando aparecia sem o capacete, seu rosto nunca era focalizado claramente. Sabe-se que seu quartel-general e residência ficava na cidade de São Paulo. Para resolver casos ao redor do mundo, o Homem Lua contava com seu "Jato Lua", um potente avião que o levava a qualquer parte do planeta em questão de horas. O personagem tinha como armas apenas pistola e faca, esta escondida estrategicamente na bota. Mas a principal arma do Homem Lua não era nenhum arsenal tecnológico, e sim sua poderosa influência sobre diversas tribos indígenas ao redor do mundo que, por acreditarem ser ele uma entidade imortal, estavam sempre dispostas a ajudá lo em suas missões. Como o leitor atento já reparou, muito inspirado no "Fantasma", herói pulp criado nos anos 30 no Estados Unidos.

Flama também é um dos primeiros super-heróis brasileiros surgindo nos anos 1961, sendo o primeiro super-herói paraíbano conhecido. Na verdade ele apareceu pela primeira vez numa popular novela radiofônica, "As Aventuras do Flama" em 1961 criado por Deodato Borges, transmitida pela Rádio. As aventuras do Flama, envolvia toda sua turma, tendo seu inseparável amigo Zico, sua noiva Eliana, o engraçado Bolão, o comissário Laurence e toda sua terrível e ameaçadora corja de super-vilões.

Capitão Estrela foi criado por Zaé Júnior em 1961. Com o sucesso da série de TV "Capitão 7", a fábrica de brinquedos Estrela resolveu investir num super-herói próprio, uma espécie de garoto propaganda. Surgiu assim, na TV Tupi do Rio de Janeiro, o "Capitão Estrela". Veterano da Segunda Guerra, Capitão era um mutante com super-força, inteligência excepcional, e agilidade acima do normal. E tinha um parceiro juvenil, Menino Brazil (isso mesmo com "z" no nome), que apesar de vir de uma família de humildes sergipanos, era loiro e com olhos azuis. O Capitão Estrela era interpretado pelo gaúcho Dary Reis, enquando seu nemesis, o terrível Gargalhada Sinistra, ficava a cargo de Turíbio Ruiz.

Enfim, foi feito um apanhado dos principais pioneiros super-heróis do Brasil aqui. Vamos agora aos considerados novos e atuais super-heróis que andam agindo em verdadeiros crossovers, como já dito antes, a maioria dos personagens aqui são feitos por diferentes autores independentes que cedem seus personagens para crossovers, ou seja, não são editoras que organizam todo esse evento, ficando meio confuso tudo que acontece na cronologia de cada personagem. A cargo disso, foi criado por Lancelott Martins em 2010, o personagem Catalogador de Universos, essa poderosa identidade é responsável por catalogar tudo que acontece em todos universos (mas precisamente brasileiros), sevindo como ligação sempre que uma crise ou super-evento ocorreria e vários super-heróis teriam que se unir para combater o mal. Em qualquer situação o Catalogador estaria presente para recrutar vários dos super heróis para estarem presentes na batalha. A entidade chamada Catalogador de Universos simplesmente serviria como um grande artificio para os autores independentes criar um crossover sem se preocupar com continuidade de eventos, se algo for contraditório, são eventos acontecidos em alguma realidade paralela cedida pelo próprio Catalogador.

Agora voltando aos super-heróis, talvez um super-evento crucial que aconteceu para a coexistência desses personagens foi quando uma ameaça alienígena poderosa obrigou o governo a ativar o projeto Protocolo A Ordem, onde consiste reunir diversos super-heróis registrados nesse protocolo para defender nosso país dessa ameaça e para isso foram reunidos diversos super-heróis que mais a frente do post vou falar mais deles, essa praticamente foi a liga mais conhecida por nós de super-heróis brasileiros. O grupo se consolidou pela primeira vez em "Alfa a Primeira Ordem" onde estabelece a existência de antigos heróis do passado formado por Capitão 7, Homem Lua, Raio Negro, Flama e o Capitão Gralha, assim quando uma ameaça da Primeira Ordem do passado ressurge no presente os heróis modernos se reúnem para se formar uma nova equipe com o mesmo intuito, mas uma vez consolidando a união desses personagens. Como não podemos deixar o post maior ainda e só com spoilers, recomendamos a leitura dos quadrinhos solos dos vários personagens já citados e os que ainda vão ser citados neste post, além é claro de grandes arcos como Protocolo A Ordem, Epopeia, Legião Secreta, Os Sete, Catálogo dos Super-heróis Brasileiros e Alfa a Primeira Ordem, Alfa Origens e as HQs do Quinto Portal. A maioria dessas HQs é fácil de serem encontradas no serviço de streaming Social Comics, outra informação bastante importante é que já irá ser lançada a segunda parte da Alfa a Primeira Ordem no catarse. Enfim, abaixo estarão alguns personagens desse vasto e fantástico multiverso dos super-heróis brasileiros que nós próprios como brasileiros precisamos
apoiar.




 PÁGINA DE PERSONAGENS AINDA EM
 CONSTRUÇÃO...

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